terça-feira, fevereiro 25, 2014

O peso da palavra só é sentido após proferido. Tudo pode ser dito, todavia, há um porém. Um ou alguns. Alguns aliviam, outros não. Os que não aliviam na mente ficam pesando, batendo, gritando, ensurdecendo até algum momento em que não há mais culpado. Culpa, como lidar com a culpa sem comprometer a presença total no diálogo? Como manter o diálogo após entrar em introspecção? Como não negar seu fluxo? Cadê o sentido? Cadê o amparo, as respostas, a ilusão? 

Dia de dúvidas.



segunda-feira, outubro 14, 2013

É só fazer.

Um amigo ou amante não consegue se comunicar e dizer o quanto algo lhe incomoda? 
Difícil. Porém, até que ponto o problema é seu? Talvez o problema maior seja seu com o jeito do outro de se portar. 
Vai pirar e criar confusão? Soltar comentários passivo-agressivos pra machucar e consequentemente ser machucado de volta? 
Para essas razões há ainda uma mais pertinente: Até que ponto o coleguinha e o Eu estão dispostos a mudar essa relação? Se não há disposição ou energia para mudança, é de observação que as partes se ferem e no momento em que uma decide mudar, ambas as partes se encontram em um desconforto maior que o sentido no momento em que aconteceu o fenômeno da superação da relação observada.
Particularmente, é cansativo e somatizante. Se ligue e vá buscar uma forma de se relacionar melhor, caso não dê, manter algo pelo "mas são tantos anos", "cicrano é difícil de abrir mão" ou "uma hora ele vai mudar" são razões de pouco ou quase nenhum vigor para sustentarem um relacionamento. 

segunda-feira, junho 17, 2013

Sobre os sinais.

Do jantar à cama verso Da porta à cama. 

É complicado se ligar dos sinais que você passa pras pessoas. Principalmente quando você não tá muito ligado do que tá sendo passado pra você. Muito se presume e de presunções se criam miragens. Esse movimento, de transformar o imaginário no que se espera do real é bem típico em minhas ações. 

Não consigo entender a lógica das pessoas, por isso as quebro. Assim como tudo que não entendo, que não se encaixa. Tende a ser destruído. Até quando? 

terça-feira, maio 28, 2013

Ai que estranho. Tá tudo muito estranho... Mas o tempo que passo olhando pra um ponto só diminuiu um pouco. Tô só ansioso, mas, qual é a pressa?

Hora de continuar a reposição de significados. Como ser pai de si mesmo? Tá sendo difícil me impor limites. Tá na hora de dormir. Vá dormir, Flávio.

Me toco que tá difícil me obedecer. Problemas com ordens. À espera de algo. Outra oração recorrente no meu diálogo.

sábado, maio 25, 2013

Prestes ao encontro com o Estranho. O nervosismo é mais em relação a não saber onde tô pisando. Que território é. Conversas são boas, embora lentas. Me incomoda o tempo, o demorar, o não saber o que é e onde vai dar esse demorar.

Devo estar fazendo algo diferente. Definitivamente. Na minha cabeça tento separar preto e branco, frio e quente, amigo e amante. Mas por outro lado, a situação em que me encontro é de não conseguir definir nada disso. Absolutamente nada. Até fico indo e vindo na cabeça com os pensamentos tipo num balanço. Pra frente e pra trás. Bizarro.  

Me incomoda a consciência de que tô tão preocupado com isso. Com a forma que vou me passar. Por quê? Medo de ter uma rejeição? Mas tô ganhando uma noite à fora, uma saída, um Órbita, uns cosmopolitans e a cortesia de uma companhia estranha, o que me faz questionar estranho ou novo? De novo definindo, hein? Mas será que talvez eu tenha um pouco dessa necessidade? Talvez sim, só sinto que não devo deixá-la se tornar excessiva. Acho que talvez não seja só a possível rejeição, mas também a quebra de hábito. E eu consigo entender que não é sobre estar incomodado de uma forma totalmente ruim. É um incômodo tipo quando se muda de cidade que não se conhece ninguém. É o incomodo de conhecer um novo. Há novidade no estranho.  

Acho que não devia estar tão angustiado. Passei a semana conversando e esperando e tudo muito lento, muito... parado? Não, parado não. Tudo no seu tempo. No tempo dele. No meu tempo. 

O que é? Eu não sei. Sempre reclamei de quem definia as coisas muito rápido e me peguei fazendo a mesma coisa. Ou seja, reclamei de mim mesmo. Haha, é uma reclamação antiga, até. 

Definir o indefinido. Pra deixar as coisas previsíveis? Sempre fui muito extremos e agora tô bem em cima do muro, sem saber onde cair, embora sinta que esteja forçando pra cair em algum lugar. Mas talvez não seja sobre cair. Seja sobre me equilibrar. Tudo isso com um só estranho. Wow, "Tudo isso com um só estranho"? Pera, que que eu disse? É... Algo definitivamente mudou.

Me vem na cabeça "Por que preciso de um estranho pra viver isso?". Acho que deve ser porque já tô há muito tempo dentro do conhecido. Mesmos assuntos, mesmas dinâmicas, mesmo ciclo. Tá na hora de começar coisas novas. Assuntos, papéis, textos e peças novas. 

Merda!

"Obtém mais da dependência que da cortesia. Quem já matou a sede dá as costas à fonte, e a laranja espremida passa de ouro a lodo. Finda a dependências, desaparecem as boas maneiras, bem como estima. A lição mais importante que a experiência ensina é conservar a dependência, e nutri-la sem satisfazê-la, mesmo diante de um rei. Mas não chegue a extremos, calando para que os outros errem ou tornando o mal incurável em proveito próprio." Baltasar Gracián

Aceitação.

sexta-feira, maio 24, 2013

Como ser pai e mãe de si mesmo.

        .Esses dias me senti muito mimado. Notei que limite me faltou ser dado por mamãe e papai. Fiquei com raiva, notei o quanto o adjetivo mimado gera uma série de comportamentos chatos, esperançosos e iludidos.  Me encontro adulto já, mas agindo como uma criança. Cheguei a um pensamento que à esta altura do campeonato não há mais nada que meus pais possam fazer por mim, agora sou eu e eu mesmo. 
         .Se sou só eu por mim isso implica uma série de fatores, tais como, eu devo me educar, - educação é uma função de ordem familiar ou pessoal? Ou ambas? Em que momento você sai de si para se repreender quando tá fazendo coisa errada? - eu devo regrar, tolerar, compreender e amar. 
        .É muito complicado isso tudo. Como você se divide em dois? Como se tornar multifacetado para interpretar diferentes papéis dentro de si mesmo? Todas essas perguntas são de mérito pessoal e subjetivo, mas, qual é o meu significado a isso tudo? Sensação de estar vivendo uma paranoia torta. O que está mais próximo de si é por onde começar. No momento, observei que tem algo errado e devo encontrar uma forma de lidar com esse erro. Acho que em relacionamentos espero algo das pessoas que na maior parte das vezes elas não podem dar e esse não poder me faz agir birrento e impaciente. Tolerância se vendo aonde, meu senhor? Eu aprendi a lidar com algumas faltas, ou redirecionei a demanda para outros focos. Lidar com falta. Primeiro exercício talvez seja fazer cortes. Excessos. 
          .Como vou dar novos significados a quantidades: Primeiro vou cortar tudo para começar o processo de medidas novamente. Isso implica dinheiro. Minha primeira atitude como pais de si mesmo é controlar os gastos.

terça-feira, maio 21, 2013

Sobre o falar

Vivi muito. Chega. Quero parar, tá tudo acontecendo muito rápido. 

Cenário:
Aluno colegial com uma mochila pesada mais muitos livros nas mãos e todos dando mais leituras, mais conteúdo, mais trabalho...

Essas duas semanas foram muita informação não processada e não elaborada. São expectativas de comportamentos, posições que me levam ao mimo. E aí, como é que eu lido com isso? Perguntei se dá pra gente mudar a forma de agir, de portar, etc... Me disseram que dá trabalho, mas que dá sim. Tô observando que essa posição me frustra, me cansa. E a real é que eu tenho que encontrar a minha forma de agir. 

Agora, como se sai da rotina? Como se quebra um padrão? Porque os sentimentos tão lá, né? Os impulsos. Todos lá. Agora parece que eles existem devido a algo anterior. Como eu chego nesse anterior e mudo? O que é que tá ao meu alcance? Tenho um pouco de angústia porque tô fora de controle. Tô cego. Tomando decisões que não estão sendo pensadas. 

Essa semana me peguei caindo na vibe do Cadu. Mesma coisa, mesmos indícios. Hesitação, precipitação, agindo como quem não quer nada, mas sentindo tudo no fundo. Mais quieto em sua presença mas agindo como se estivesse sob controle. Não, hein. Que que eu faço? Que que eu faço? Aí, ó, eu tô saindo com outros caras pra ficar numa boa, não ter a sensação de que eu não tenho algo que eu pensei em ter (um partido em minhas mãos) Meu deus, como eu me sinto tolo. Porque eu tô me enganando e tá sendo patético. Mas é que é difícil admitir que eu preciso de algo. Não gosto de passar a imagem de carente. Não gosto de ser carente. Carente de atenção. Sempre digo que não quero envolvimento, que não consigo, de fato, até quando estou em relacionamentos, me esquivo. Invento desculpas, esfrio, caio fora. É o ciclo: Sempre começar algo novo. É isso. Minha lógica. Adrenalina do novo. Mas já se torna previsível porque eu tô vivendo isso desde os meus 16. Já sei os passos. Mas eu não tô sabendo ir depois disso...

Lá vem aquelas vozes de "coitadinho dele, olha como foi infligido por uma ação do passado" ou "É tudo culpa do pai que não deu atenção" Mas de um lado tinha a atenção de Pai e Mãe ''dada'' por uma só pessoa. Logo, deve ser natural eu esperar dos outros uma atenção dobrada! E aí é que eu fico com raiva da minha mãe por isso. Eu sei, que ela estava tentando fazer o melhor. Mas não sei se algumas pessoas nascem pra ser pais. Será que alguém nasce pra ser algo ou as coisas acontecem. Acho que as coisas acontecem e a gente lida da maneira que pode... No caso dela, foi a forma como ela encontrou.

Tá vendo? Eu já estava prestes a jogar culpa, ao invés de lidar com como agir.  Mas a culpa deve fazer parte do processo. Só fico vendo que quanto mais eu tento superar as coisas rápido, mas eu finjo,mais me engano, mais dá errado....


quarta-feira, maio 08, 2013

Cansei de ser filho único.

São muitas amarras. Muita responsabilidade. Muita gratidão. Muita obrigação. Muito.

Parece que o único momento em que vou me livrar de toda essas amarras é quando me ver órfão. E não é que eu queira ser um pra ter mais liberdade, longe disso. Amo a minha mãe e quero que ela viva por muitos anos. Mas não gosto de sentir que não poderia sair daqui ou ir atrás de coisas porque tudo sempre me foi dado. 

Dor na cabeça. Nos pensamentos. Eu preciso quebrar essa idéia de ir atrás de pessoas que façam tudo por mim e começar a fazer por mim mesmo. Eu preciso. Eu tenho. Eu devo. Eu devo isso a mim. Guardo ressentimento pela forma como fui criado porque agora eu tenho que me criar. Me condicionar a agir de uma forma que me é estranha. Típico de menino mimado. 

Me dá raiva sentir preso a toda essa obrigação moral e social na qual  me vejo.  Eu nem sempre quero estar aqui. Nem sempre quero falar e ouvir o que os outros têm pra dizer e mesmo assim eu fico. Mesmo assim eu escuto e rebato. Não aguento mais. Não quero mais ouvir problemas, encontrar soluções, forçar sorrisos, fingir que tô bem. Isso me leva pro meu trabalho. Me sinto ludibriado e forçado em ter aceitado ir trabalhar em uma sede na puta que pariu, onde, me foi dado a esperança de coisas que amenizariam o fato de ter ido pra lá e não foram dadas. No final das contas, a escolha foi minha. Mas acho que deveriam ter dado algum tipo de conforto. Venha a nós o vosso reino. 

Eu sou empregado e não patrão. Cansei. Preciso estudar e ter meu próprio negócio e trabalhar dentro de condições que sejam mais favoráveis a mim.  

terça-feira, abril 23, 2013

Ao palavrão.

Que bloqueio. Um cigarro na esperança de conseguir elaborar o inexpressável. Foi um desentendimento. Foi uma interpretação errada. Foi uma palavra em vão. Eu tô tão dentro de mim que não tô me suportando. Sem paciência. Outro dia disse sobre as coisas que sentia necessidade, mas no fundo sei que eu não tô preparado. 

Tô cansado. 

São 23 anos caindo na mesma pedra. Eu não sei elaborar sobre mim.

Nasci no dia 22 de janeiro de 1990. É o que diz minha certidão de nascimento. Minha memória mais antiga me leva a um dia escuro na sala de estar brincando com um poodle de pelúcia em frente a um toca vinil. Minha segunda memória mais antiga é o dia em que meu pai saiu de casa. Depois disso lembro de pouco, lembro que era bom ser criança. Lembro que era ruim o dia dos pais. Lembro que minha mãe sempre trabalhou muito, sempre me deu muitas coisas. 

Hoje me vejo com 23 anos com uma enorme dificuldade de me relacionar, me expressar, me fazer entendido e me respeitar. 

Pra mim isso é mais um relato de como sou miserável. Mas não sou só isso. Só tô sendo dramático. 

sábado, abril 13, 2013

Sobre Tu


Sobre o Eu e o Tu

Existem momentos, emoções, vivências e aprendizados que só se vive com Manu. Ontem dia 12 de abril, três dias antes da partida, me soltaram a seguinte exclamação: "É engraçado que pessoas entram na nossa vida e nós só sabemos o impacto causado por elas em duas situações: Na despedida ou quando a pessoa realmente impacta logo de cara"
Sobre Manu tenho algumas coisas pra falar: Não foi nem na primeira vez que a vi e muito menos na despedida que me toquei do quanto fui impactado. O momento em que percebi o quão impactando Manu é, foi em um momento de atrito, de discussão. Foi em um momento de crescimento.
Ao longo dos meus 23 anos conheci muitas pessoas, pessoas que vieram e ficaram, pessoas que vieram e foram, que receberam muito ou pouco significado, pessoas que só conheci o nome, pessoas que nem o nome conheci, mas fui apresentado todavia, com nenhuma dessas pessoas vivi o aprendizado que vivi com Manu.
Sobre Manu, a delicadeza. Eu tento procurar palavras que expressem a forma como me sinto, mas vai além pois está no sentir e não no falar. Mas se pudesse expressar sem nenhum tipo de interpretação, na essência, eu diria que me sinto em paz, protegido, seguro a seu lado. Sobre Manu me vem a calmaria, o porto seguro e a bonancia. Sobre manu me vem o laço, a conexão, a ligação, o presente e o futuro, sobre o futuro com a Manu distante me vem o leve desespero da mudança, mudança essa que causa desconforto, que mexe com o meu dia, com a minha vida e dinâmica mas que COM isso me faz ver pontos em mim a serem analisados e que SEM Manu, eu provavelmente não veria.
Saindo um pouco do Eu e voltando pro Tu, Manu tem em si o dom da fraternidade, acho que ainda vai mais além... Da maternidade. Ela entende, ela ama e ela briga. Tudo em seu momento. Sobre Manu, uma mulher dotada de características explendidas, ela perdoa. Ela perdoa. Ela difere, ela adiciona, ela se move, ela é, ela será. Será mais. Será muito mais que nossos olhos podem ver.
Voltando pro Eu, tenho a oportunidade de dizer o quanto Emanuelle Mascarenhas é importante pra mim e difere na minha vida e me impactou. Ela está no meu dia, quando acordo meu pensamento a encontra e a deseja um bom dia, ela está nos meus "bom-dias". Ela está na minha casa se fazendo corpo e alma presente, pra ser um pouquinho mais reduntante, se fazendo um inteiro. Manu em nenhum momento é metade. Ela é inteira. Ela é um inteiro, uma peça única, um todo que está dentro de mim. De Manu apenas levo coisas boas,  Manu é bondade e só dá o bem quem o tem.
Tenho em mim que o que é vivido com Manu é de tamanha força e significado que jamais é esquecido. É regado. E com isso termino te dizendo que tudo que você é, todas as coisas que você me ensinou, que aprendi, e vice e versa, está tudo em nós. Aprendemos a nos relacionar com pessoas, os proximos personagens que entrarem na peça que é a nossa vida terão muita sorte de nos conhecer por um motivo: Porque eu te conheci e porque você me conheceu. Ao Tu, eu tenho muito a agradecer.


Obrigado, Emanuelle Mascarenhas.

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

"Eu só quero que as coisas durem."

Está minha insegurança na fragilidade das relações? Sempre lembro da cena em que brincava com uma boia enquanto ele passava sua  muda de roupa e deixava no armário uma gravata e uma camiseta. Pedi que não fosse embora, que participasse do meu mundinho e não saísse dele. Pedido negado. Agora, por que isso ficou na minha cabeça até hoje? Será que eu sonhei? Será que minha cabeça inventou e distorceu esse evento da minha vida? Acho que não e com certeza. O que eu sei é que esse não deu uma sacudida na minha segurança. Foi um não ao parentesco à relação. O mesmo não que eu temo em ouvir em todas as minhas relações.

Agora vejo que esse temor reflete no meu comportamento. Ouvi que aparento descartar as pessoas. Embora eu me sinta o descartado, eu descarto o outro antes que assim me façam. Mas ninguém vai ser o Flávio Edilson, nunca. Ele é alguém que eu não conheço, alguém a quem eu joguei um milhão de projeções, de porquês e culpas. Alguém que eu não faço ideia quem seja. A pergunta é: Eu quero mesmo saber quem ele é?

Vamos aos Prós e aos Contras:

Prós: Desencargo de consciência. Fala.
Contras: Me magoar, magoar os próximos.

Quando você deixa de fazer algo que é importante pra você pra fazer algo que é importante pro outro, isso te fere e você nunca mais recupera esse tempo perdido.

Mas será que é realmente importante pro outro o que eu me nego a fazer? Eu tô com medo. Mas eu preciso vencer esse medo.

domingo, fevereiro 17, 2013

Grito no Everest

"O meu negócio é que eu preciso ficar calma e relaxada ou pelo menos parecer assim pra uma pessoa"
O que!? Isso tá muito errado. Ou você está estressado e tenso ou calmo e relaxado. E você não tem nada que parecer nada pra ninguém. Acorda, quem quer que você seja. Seja você mesma ao invés da sua projeção nos olhos dos outros. Te amo mas você me sufoca, me faz mal, não me considera e eu não quero, não preciso, não devo me permitir me relacionar contigo, sua doente. Fique de boa no teu cantinho com suas pessoas que eu tô tão de boa... Só quando me lembro de você ou ouço falarem de você que fico negoçado. Mas vou achar um lugarzinho pra você no meu quarto. Nem que seja no baú de tralhas antigas, recordações e souvenires. Bye.

O Hoje

O saldo do hoje é: Voltei a ser eu mesmo. Voltei a falar as coisas que falava, a agir de maneira espontânea, sustentar uma conversa, conhecer gente nova e reconhecer gente velha. Tô bem, tô organizado, tô fazendo sentido. Foi bom sair e trocar uma ideia com alguém. Ver que o que eu achava, era de fato verdade, que a minha intuição de fato é sensata. Mas melhor ainda, foi conversar de boa, falar, colocar os pingos nos Is. Foi ótimo também o toque íntimo com alguém. Sentir isso de novo foi ótimo, na verdade, o que foi ótimo foi perceber que tenho sensibilidades em áreas mortas até então. Tô de volta a vida. Bom dia.

Relacionamentos

Nada melhor que você olhar pra trás e ver as pessoas que você passou e dispensou, mas que foram muito legais com você e se entender e tentar fazer um pouquinho diferente. Nem que não dê em nada, mas fazer um pouquinho diferente.

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Da árvore da vida.

15 minutos do seu tempo que era escasso, foram os 15 minutos mais memoráveis e significativos. Obrigado.

Dream a little dream of relief.

Marília. Conversa. Desabafo. Aceitação.

O quarto

Arrumei tudo, joguei fora muita coisa, reposicionei objetos, guardei coisas. O mesmo fiz na minha cabeça. Te coloquei no seu devido lugar, consigo enxergar um chão, onde pisar... Demorou mas ainda sinto que tenho algumas coisinhas pra arrumar ainda, mas tenho ciência de que está tudo organizado. Estou bem. 

No quarto, não vai ser qualquer pessoa que vai entrar. Na minha cabeça ninguém vai bagunçar. Eu estou livre.


terça-feira, fevereiro 12, 2013

Meu primeiro amor

Meu primeiro amor foi um garotinho da quinta série o qual eu não consigo me lembrar, sei que ele tinha pele branca e cabelos escuros. Só consigo me lembrar de suas costas. Ele sentava de costas para mim, ele vivia de costas para mim e eu à procura de seu relance. Queria ser aquele garotinho que em minha recordação seja de pele branca, minha memória o amarela. Eu queria ser o centro das atenções naquele meio, era de meu costume ter todos os olhos virados para mim, então quando cheguei naquela escola e me deparei com o anti costume, comecei a querer a atenção dos que não me olhavam. Meu deus, lembro como era bom ter o conforto dos que já me conheciam... O negócio é que eu acelerei, fui com tudo... De 0 a 100. Eu encontro respostas para perguntas direcionadas a comportamento do passado, mas e daí? Será que isso me ajuda em algo?

Não sei, só sei que esse garotinho não tava nem aí pra mim e eu queria a atenção dele. Ele não me deu, eles não me deram e eu tô cansadinho de procurar. Agora eu acho que já posso respirar. Eu te coloquei no seu devido lugar da estante... Embora ache que deva te guardar dentro de um baú, bem inavistável, inalcançável... Não quero mais lembrar de você. Agora com o outro você, eu ainda não sei bem o que fazer, não sei se te uso, dando-te uma chance e aproveitando de certos benefícios ou se te descarto. Veja bem, tenho duas opções: A primeira é  uma troca de interesses e a segunda é o descarte... O que é que eu deveria estar descartando?