sexta-feira, fevereiro 15, 2013

O quarto

Arrumei tudo, joguei fora muita coisa, reposicionei objetos, guardei coisas. O mesmo fiz na minha cabeça. Te coloquei no seu devido lugar, consigo enxergar um chão, onde pisar... Demorou mas ainda sinto que tenho algumas coisinhas pra arrumar ainda, mas tenho ciência de que está tudo organizado. Estou bem. 

No quarto, não vai ser qualquer pessoa que vai entrar. Na minha cabeça ninguém vai bagunçar. Eu estou livre.


terça-feira, fevereiro 12, 2013

Meu primeiro amor

Meu primeiro amor foi um garotinho da quinta série o qual eu não consigo me lembrar, sei que ele tinha pele branca e cabelos escuros. Só consigo me lembrar de suas costas. Ele sentava de costas para mim, ele vivia de costas para mim e eu à procura de seu relance. Queria ser aquele garotinho que em minha recordação seja de pele branca, minha memória o amarela. Eu queria ser o centro das atenções naquele meio, era de meu costume ter todos os olhos virados para mim, então quando cheguei naquela escola e me deparei com o anti costume, comecei a querer a atenção dos que não me olhavam. Meu deus, lembro como era bom ter o conforto dos que já me conheciam... O negócio é que eu acelerei, fui com tudo... De 0 a 100. Eu encontro respostas para perguntas direcionadas a comportamento do passado, mas e daí? Será que isso me ajuda em algo?

Não sei, só sei que esse garotinho não tava nem aí pra mim e eu queria a atenção dele. Ele não me deu, eles não me deram e eu tô cansadinho de procurar. Agora eu acho que já posso respirar. Eu te coloquei no seu devido lugar da estante... Embora ache que deva te guardar dentro de um baú, bem inavistável, inalcançável... Não quero mais lembrar de você. Agora com o outro você, eu ainda não sei bem o que fazer, não sei se te uso, dando-te uma chance e aproveitando de certos benefícios ou se te descarto. Veja bem, tenho duas opções: A primeira é  uma troca de interesses e a segunda é o descarte... O que é que eu deveria estar descartando?

domingo, fevereiro 03, 2013

Note to self

Não atropelar a ordem natural das coisas por estar maravilhado em estar vivendo muita coisa nova e linda.

Sobre o reconhecer.

Hoje conversando com amigos, ao deparar com o tato em que um de meus amigos lida consigo me fez perceber que é isso que estou buscando no momento. Desapego de neuras e obsessões. Quero poder dizer o que eu penso sem ficar me preocupando o que vão achar, só pelo encargo de não guardar sentimentos, no sentido de indagações e pesamentos, seja para um amigo, seja para um ficante, seja para minha família. 


Tô notando que os meus pensamentos estão mais organizados que anteriormente, que as minhas idéias têm mais nexo, logo, fazem mais sentido. Eu tenho um pouco mais de consciência sobre a correlação das minhas idéias. Talvez eu nem tenha tanta noção quanto eu acho que tenha, mas eu tô buscando. 



Recentemente me dei conta que estou pronto para começar a me ver com uma pessoa novamente, quando digo começar a me ver com alguém novamente, me refiro ao fato de que ainda tenho algumas questões para tratar, veja bem, digo algumas e não muitas, a coisa já não está tão distante de ficar pronta como era há alguns meses. Finalmente me vejo livre de você, Duda, finalmente eu me livrei do drama que era me obcecar com teu paradeiro, como você estava, como seria se fosses diferente de quem realmente és. Quer saber? Eu funciono lentamente, logo, meus pensamentos precisam de um tempo para serem completamente processados e digeridos; é até algo que eu devo exercitar: a aceleração do tempo em que passo chateado sobre alguma fatalidade do cotidiano. "Quanto menos tempo eu passo numa bad, mais rápido eu supero as coisas da vida."



Me dá até uma falta de ar, porque apesar de haverem sido até então três parágrafos, parece que eu tirei um mundo de dentro de minha cabeça. Minha cabeça tava um quarto BASTANTE desorganizado, agora eu sinto que ela tá bem mais clara com as coisas bem mais em seus respectivos e novos locais.




Com um peso tirado das minhas costas: Público uma carta para Kelvin, o que me desvirginou.








Olá, Kelvin, tudo bom?

Bom, primeiramente, desculpa o tom grosso na mensagem do whatsapp. Gostaria de ter respondido teu comentário sobre o meu sumiço de maneira mais bem educada e mais pontual. Como ultimamente tenho estado em uma vibe de deixar de se acomodar no “gostaria de ter feito” e acabar nunca fazendo, vou te explicar o que houve e gostaria que você lesse numa boa pois é numa boa que eu lhe respondo:

Como não é estranho pra você, segunda feira nos conversamos,  falamos sobre nossa rotina, trabalho, horários, gostos, nossas afinidades, o que achamos da noite anterior e mais importante: falamos sobre o comportamento “na maioria das vezes inexistente” nas pessoas sobre consideração em dar um tchau ou um boa noite de “bacana te conhecer”, to indo embora. Quando na terça feira de manhã às 10 te mandei um bom dia, confesso que o mandei como um pretexto pra falar contigo, ter uma razão pra saber como você estava, como tava o dia e enfim, desejar um bom dia, fiquei  surpreso com o teu “obrigado” monossilábico, que embora educado e completamente cabível baseado na conversa moral sobre as pessoas, foi contra o que EU tenho como reciprocidade de diálogo, ou seja, acabou tornando-se mais um monólogo do que um diálogo quando não houve interesse em um simples “bom dia pra você também.”

Digerir isso durante o dia foi muito intenso,muito mesmo. Imagina então como foi quando após lhe mandar uma mensagem no final do dia notar o não interesse no esforço proposto para manter uma comunicação ao perceber que a mensagem havia sido lida e apenas escolhido não ser respondida não foi possível conter o vômito de palavras. Soltei o “entendi, boa noite”.  Quando você me mandou as interrogações, interpretei como se você não estivesse entendendo o que eu tava falando. Intolerância minha não compreender que talvez você não estivesse DE FATO fazendo ideia disso tudo que estava passando na minha cabeça. 

Eis aí meu erro. Você não fazia ideia do que se passava. Quando você me perguntou “Tá aí?” notei que não estava sendo estabelecido um diálogo, uma relação ou qualquer coisa existente, nem que seja uma conversa sobre gostos musicais estava sendo estabelecido entre a gente, isso me fez ver que to buscando alguém com quem possa conversar, logo respondi “Até tava, mas não estou mais”. Na manhã seguinte, quando eu saí de minha aula e li a sua mensagem dizendo oi, por algum motivo, quis que você entendesse o que eu senti quando li o seu obrigado. Em vão. Ontem de MADRUGADA quando li tua mensagem falando sobre o meu sumiço, mais uma vez fui intolerante por razões que são minhas mas que eu estou buscando trabalhar e superá-las te falando numa boa o porque eu sumi.


Queria te dizer também que não foi legal essa masturbação mental que vivi durante essa semana sobre se esse era o seu jeito, se você era um cara de poucas palavras ou não gostava de se abrir, ou se havia acontecido algo que te deixou assim. Foi estressante, chato , cansativo e completamente desnecessário. Embora todas essa sensações tenham sido minhas, embora tenha sido EU apenas o que sentiu, saiba que esse é o teu impacto na pessoa que te conheceu no dia 27 de janeiro, apenas 5 dias após meu aniversário. Veja que presente foi a semana posterior. Hehe, mas claro, isso você não tinha como saber, afinal, nossa conversa foi breve.

Veja como você foi uma pessoa agradável na segunda feira, na minha cabeça todos esses fatores estavam jogando cocô na sua imagem e MESMO assim, eu passei tanto tempo justificando esses fatos com frases como “esse deve ser o jeito dele” ou “eu tenho que aprender a me relacionar com as diferenças, ser mais flexível, aceitar melhor as pessoas como elas são”. Você  causou todo esse desconforto na semana passada com apenas 2 horas de papo. Acho que uma das frustrações foi de ter achado que você era essa pessoa das 2 horas, mas vi que não, vi que você agiu com o tipo de comportamento o qual você disse ser o que todo mundo sempre usa, devia ter me ligado logo de cara quando você falou que era assim que as pessoas com quem você se relacionava agiam. 

Saiba que eu gosto de conversar, eu gosto de saber quem as pessoas são, o que elas gostam, de onde elas vem, o que as tornam elas. Eu gosto de trocar experiências e conhecer coisas e ideias novas. Vi também que eu me enganei  a teu respeito e pelo MEU engano, te peço perdão, afinal, cobrei de ti coisas que EU e mais ninguém TE atribuiu. Desculpa por isso. Quanto ao teu pedido de desculpas por me incomodar, saiba que ninguém além de eu mesmo permitiu esse incomodo, então, querido, quanto a isso não se preocupa, você está livre desse fardo, ok? No mais, sobre a experiência de te conhecer, posso dizer que a principio, não foi muito confortável, mas que você me proporcionou algo fantástico: o princípio à prática de falar para as pessoas como me sinto. Sim, essa é a minha primeira vez sendo completamente sincero com alguém. Então, você vai ser sempre muito especial, você foi o meu primeiro.

Ah, só mais uma coisa também, talvez agora seja difícil pra você considerar as coisas que estou falando mas saiba que acho esse papo de cobrança um saco, então, esse não é o intuito. To numa fase muito amor-próprio, muito desapego e se alguém me cobrasse algo nesse momento eu provavelmente mandaria essa pessoa ao inferno... haha então... eu entendo! Sem cobranças, nem pra mim e nem pra você, por favor! 

Talvez mais a frente você entenda a forma como me senti, mas isso não importa. Acho que, na verdade, não me importa nem se você vai ler essa mensagem toda, o que me importa é que eu disse o que eu queria. Meio egoísmo da minha parte, eu sei. mas... é isso. Espero ter sido o mais amigável, cordial e menos chato possível. Novamente, imagine tudo o que lhe disso como uma pessoa que tá buscando clareza e sinceridade em si mesmo para se cercar de pessoas assim. E como alguém que está falando tudo isso de coração aberto, pois é assim que estou falando.

Ah, só pra terminar, não quero resposta. Essa mensagem é só de ida.


                                                                                        Flávio. 






segunda-feira, janeiro 14, 2013




-Do you need any help?
-I'm fine, thank you. It's pretty shiny so I will probably find it soon.
-Pretty bitching cheese plate you brought over. My computer tells me you friend demanded on Facebook.
-Yeah, well I didn't feel like seeing you on my feeds any longer.
-That's not very nice.
-Yeah, well... You weren't very nice. You hurt me, okay? You hurt my feelings but I can deal with it because I have my big girl pants on.
-You realise you are actually wearing...
-I don't think that's funny.
-Look, I don't want you to be upset with me.
-You are kidding, right? You don't wanna date me that's fine, because I don't wanna date you either because I only wanna date people who wanna date me because that is called self respect, but I do not have to like you, okay? You were never my friend, you were only my lover and that is now over.

terça-feira, dezembro 25, 2012

Minha e só minha.

É louco como tenho observado sobre as pessoas e sobre a forma como se relacionam. Não só as pessoas mas a mim mesmo também. Esses meses tenho visto que tô em outra, eu me livrei de sentimentos e sensações que estavam me consumindo há mais de três anos. Decidi me dar um tempo, entrar numa academia, arrumar um trabalho que me identifico, adotar um estilo de vida mais saudável, completamente diferente da neurose e caos que eu estava vivendo.
Hoje eu me vejo quando me olho no espelho, saí da fase negra. É até estranho escrever sobre coisas boas e felizes, tava tão acostumado a falar sobre inseguranças e medos e traumas que agora que tenho coisas boas e legais pra mostrar, sinto uma certa dificuldade.
Uma vez me falaram que eu complico demais as coisas. Sabe quando alguém te desarma com apenas uma afirmação? Foi bem isso... Mas sem querer complicar a minha vida que anda livre de complicações, não consigo não me perguntar se esse estado de espírito tem haver comigo, com as mudanças de comportamento ou se foi algo de uma outra dimensão, alguém que teve dó da minha situação.


Did I ever call for your fame? Why do we fight in your name? Is it really true that you're there? And do you ever answer my prayers? We are calling for change, so why don't you come back again? Why do you spread love uneven? This is not what I believe in.
Do I have the right to write this down? Without heresy pointing a finger at me. Rights? We don't have no more. In this catastrophe, of a 21st century war. Are you there, God? It's me, Flávio.


Seria realmente necessário falar sobre o desenvolver dos meus pensamentos? Talvez esse questionamento explicasse um pouco a maneira como funciono dentro e fora de mim. Hoje é natal. O meu discurso assim como minha cabeça amadureceu e hoje eu me tornei um pouco mais atento a coisinhas. Pequenas, mas essenciais para mim hoje em dia. Não sei bem como resumir tudo o que me aconteceu porque ainda está acontecendo... Tenho me sentido em uma avalanche. Resumi.

terça-feira, fevereiro 28, 2012

desprendido

Foi tudo pro lixo. Os cintos, as letras, as canetas, os fios, os laços, o que um dia teve tanta significância agora está no lixo. Eu escuto as pessoas dizerem que o que importa se leva dentro da gente. Mas, se isso é verdade, por que o que atribuímos a objetos e a momentos se espaira no ar como grãozinhos de areia? 

Joguei tudo fora. Há meses me sentia um estranho dentro do meu quarto. Há anos me sinto um estranho dentro de mim mesmo. Noto isso quando vejo meu reflexo por acidente ou por intenção mesmo. Muito tem dentro da minha cabeça, dentro das minhas seguranças, das minhas inseguranças, dentro das minhas palavras vazias. Coisas que hoje eu não sei enumerar especificamente mas que à medida em que escuto o meu diálogo vou dando conta. 

Ouvi de você que tudo está se acabando e eu apenas não quero verbalizar. Bem, vou verbalizar agora que não quero ninguém verbalizando nada por mim. Eu sei dizer o que sinto, eu tenho voz, eu tenho força dentro de mim pra fazer o que eu quiser e eu só posso dizer que não tenho como controlar ninguém, principalmente você que em minha mente, vejo como areia em minhas mãos e mesmo eu as fechando seus micro pedaços voam por meus dedos. Já ficou claro que tudo mudou, eu entendi. Dentro de mim só não mudou a vontade de te amar. A vontade de estar ao teu lado apenas rindo ou com tédio. 

O que é isso? Por que perguntei o que é isso? Por que eu não quero mais falar sobre isso? O que é inconsciente e consciente? Eu não sei mais, não existe linha separando meu presente do passado. Apenas uma linha que separa o meu futuro, ou o que espero dele. Por que me manténs acordado, por que tens essa capacidade de me desestruturar? Eu te fiz minha base? Me erra. Me ama. Me tem como o irmão que eu te tenho. É só o que te peço. Ou o muito que te peço. Eu posso pedir? Eu devo pedir? A resposta é clara dentro de mim. 

A verdade é que foi tudo pro lixo com excessão dos meus sentimentos. Eu apenas dei espaço pra outras coisas virem. Outros objetos de decoração. Para visitas verem-me da forma como me vejo, ou da forma como queria ser visto. Ai meu coração. 

Pergunto tudo isso à você, Jonas? Ou a você, Abraão? A resposta à essa pergunta é clara como a água. Está tudo dentro de mim. Jonas não é Abraão. Jonas é amigo de Davi. Abraão é origem, fornecedor de sementes. Boas e ruins.

terça-feira, outubro 04, 2011

Sobre a convivência.

Eu sei que não sou a pessoa mais flexível do mundo, mas eu não consigo acreditar que o que me irrita em uma pessoa é o que eu não gosto em mim. Outro dia vendo duas pessoas vivendo, me deparei com a seguinte situação: "A" havia pego uma sacola retornável, para levar seus pertences para o trabalho, que aparentemente era de "B", quem imeditamente se manifestou dizendo: Não se esqueça de trazer minha sacola de volta. Ora, dentro da gaveta haviam várias, o que não faria muita diferença caso "A" perdesse a sacola, pois "B" teria várias outras para usar. Me perguntei por que "B" dava tanto valor à essa sacola, o que impulsiona alguém a ser tão possessivo com suas coisas. Eu tenho os meus dvds, as minhas roupas, a minha cama, meu computador que é lógico, eu fico com receio às vezes de emprestar, mas eu empresto porque sei a quem empresto, isso não me torna alguém egoísta, possessivo. Não ao meu ver.

Eu não moro com "B", eu passo muito pouco tempo com "B", na verdade, mas esse pouco tempo às vezes me tira do sério por algum motivo. Sempre que penso sobre essa irritação, vejo minha mãe na minha cabeça me falando que eu devo procurar em mim o que me irrita tanto em "B". Talvez seja a inconstância do meu humor, a forma como pra certas coisas sou tão metódico e pra outras, tão prático. Me analisando agora, fica fácil de acreditar em projeção sim. Damn it. O problema então não é somente com "B", mas com a minha dificuldade de lidar com isso em mim. Eu sei que não sou egoísta, mas sou muito metódico e inconstante e é isso que "B" me faz ver em mim mesmo através de sua inconstância e de seu metodismo. 
Quem diria, eu e "B" temos mais coisas em comum do que eu imaginava...

segunda-feira, outubro 03, 2011

Meu título.

"In the night your heart is full and by the morning empty." Acho que em quatro meses aprendi a aceitar algumas coisas em mim que até então eu não via redenção. Essa é uma delas. Eu aprendi a aceitar, falta agora aprender a lidar com isso em mim. "Tonight I feel like neon-gold. I take one look at you and I grow cold."
É muito difícil não ferir as pessoas. Principalmente sendo eu. Tendo a minha carga, os meus padrões. Eu sei que pode parecer justificativa barata para não me responsabilizar pelas minhas ações e é por isso que eu tenho em mente que preciso aprender a lidar com essas minhas "coisas". Engraçado como nem nomeá-las eu consigo, talvez ainda não estejam tão bem aceitas dentro de mim.
Por que é que há quatro meses eu sentia calor e agora sinto frio? Sentia fome e agora sinto náusea? Será que vou levar minha vida sempre assim? Me encantando e desencantando cada vez que encontrar a possibilidade de quebrar um padrão? Conquistá-la e perceber que não é o que eu quero, como num ciclo sem fim?

terça-feira, março 22, 2011

Meanwhile

Estou escrevendo algo que tem tudo pra ser formidável! Mas o problema é que acho que é mais formidável na minha cabeça que no papel. Mesmo assim estou escrevendo. Me ocupando, vivendo, sentindo e experimentando.

Às vezes me imagino em situações de vítima, às vezes me coloco de vítima. Acho engraçada essa expressão "Se fazer de vítima". Somos nós que nos fazemos de vítimas ou somos colocados nessa situação? E quando nos sentimos vitimados? Eu tenho um grau de paranóia meio elevado. Acho que todos e tudo conspira contra mim. Queria saber em que momento, que situação desencadeou essa desconfiança pra ver se a causa diminui o efeito.

Day 3-ish

Nostalgia. Mas não sei muito bem do que. Acho que do meu ego forte, afinal, ultimamente ele está bem ferido.

Angústia. Ontem tive um sonho que perdia a minha passagem. Um colega de oitava série pedia para vê-la, mais tomava do que pedia e nisso o elevador se fechava comigo dentro. Acho que por uma oportunidade dessas já ter me dado o gosto da esperança e não ter dado certo, isso tem me angustiado. Só que agora já está tudo certo, tudo programado, tudo comprado. Não dá mais pra voltar atrás, é só esperar. faltam hoje 80 dias para a minha viagem. Menos de dois meses! Tá começando a cair a ficha.

segunda-feira, março 21, 2011

Day two-ish

Agora eu sinto como se estivesse me justificando pelo meu atraso.
Recentemente decidi escrever. Não sei sobre o que ou até mesmo o que escreverei, mas já comecei.

Agora, às 6:00 da manhã, me veio à cabeça a palavra vingança. Existe algum ser tão puro que não tenha esse impulso? Reformulando a pergunta: Até que ponto dá pra se aguentar um tapa na cara e quão forte ele deve ser para superar o "oferecer o outro lado da face?"

Já me culpei muito por ter me entregue a esse desejo. Muito. Mas nesse momento eu me questiono se me culpei pelo dano que causei ou pela decepção em mim mesmo. Quem quer ter o adjetivo de vingativo pra acrescentar na listinha de defeitos? Eu não queria. Deveria ter pensado antes de agir. Mas eu devo me punir por algo que está / estava dentro de mim ou por ter agido em prole do que estava dentro de mim? A culpa é uma coisinha filha da puta que nos suga. É como uma droga que quanto pior os efeitos colaterais dela, melhor é a sensação em usá-la.

Eu não quero me culpar refletindo o que eu acho estar no outro. Lê-se: Eu não quero ser julgado pelos outros por mim mesmo. Queria eu ser o meu próprio juiz, mas não dá, mas não vou ser porque felizmente, ou não, vivo em comunidade onde tenho muitos pra assumir essa posição. A questão é: como eu não vou me importar com o que pensam de mim ao ponto de receber a punição que somente eu devo me dar e não os outros? Tough question.

sábado, março 19, 2011

Day One

Almost overlooked my appointment. Mas aqui estou. Tava observando como quando eu não faço as coisas ao pé da letra eu perco a vontade de total de fazê-las.

Hoje é aniversário de um grande amigo meu. Lembro como se fosse hoje a nossa primeira conversa. Rá. Desde mais cedo já tínhamos algumas coisas coisas em comum: cantoras, seriados, atrizes... Mas isso é bem de menos.

Embora nas leis físicas os opostos se atraírem, na lei cósmica os opostos se repelem e os iguais se atraem, como já diria a minha mãe. Minha foco não é o que nos junta mas sim estarmos juntos por um laço abstrato e concreto ao mesmo tempo. Hoje eu agradeço aos cosmos por ter ao meu lado um amigo tão presente e lindo como S. Não agradeço apenas porque hoje é aniversário dele, mas sempre que me lembro dele, agora só comentei por que o aniversário dele está chegando em algumas horas.

Lembro de situações em que tivemos atritos e de situações em que ele foi o meu porto seguro, em que lutou por mim e brigou comigo, mas sempre querendo o melhor. Pra mim, pra ele, pra nós. Acho muito clichê desejar felicidades em apenas três únicos eventos do ano: Natal, Ano Novo e Aniversário, então o meu post é mais uma homenagem que um simples desejo.

Escutei algumas vezes ele falando que ele era um puta amigo. Nas vezes em que ele disse isso eu pensei: "Nossa, que modesto." Mas isso não era só o que eu pensava, pensava também "É mesmo." Não tenho o que falar sobre ele como amigo.


amigo (a-mi-go)

s. m.

Pessoa a quem se está ligado por uma afeição recíproca: conservar, visitar os amigos.

Pessoa que aprecia, que gosta de alguma coisa: amigo da verdade, dos livros.


Acho que a única coisa que o aurélio esqueceu de colocar aí foi a sua foto!


Amo você, Samuel Castor.


Patterns.

No que eu mudei no sentido padrão em quatro anos?! Acho que nada. Meus amigos dizem que eu me empolgo muito quando começo algo mas logo perco o interesse. Seja uma rotina, uma desopilação, um relacionamento... Eu devo aceitar isso em mim? Esse negócio de que devemos reconhecer para depois aceitar é o maior caô da história!

Quantos defeitos reconhecemos em nós mesmos e não os aceitamos! Eu queria saber se aceitar é sinônimo de mudança. Uma vez li que temos necessidades e à medida em que as suprimos elas mudam e dão lugar a novas necessidades. Insight! Será que o que eu venho acreditando ser necessidades são necessidades ou apenas condicionamentos? Puta que pariu! Que nó na minha cabeça! Será que eu tenho justificado a minha falta de compromisso dizendo que são apenas necessidades e que à medida em que eu for as satisfazendo elas vão sumir?! Tudo faz sentido agora! Como você faz pra sair da sua zona de conforto? Me ensina? Faz tanto sentido agora a minha viagem: me tirar dessa zona de conforto que tem me incomodado tanto.

Incrível ver que meus desejos de fato tem fundamento, não me sentir como um garotinho mimado que quer o que não pode ter. Eu posso ter sim, mas sinto que aqui eu não vou conseguir, não do jeito que as coisas estão, pelo menos. Tenho procurado nos outros uma função que só eu posso exercer sobre mim mesmo, ordem.

Não vai ser em um homem que vou encontrar essa função que deveria ter sido passada por meu pai quando eu era criança. Isso não o torna um idiota, só torna as coisas um pouco mais difíceis pra mim: a auto disciplina. Isso também me mostra um dos meus costumes e padrões que atribuo a alguém num relacionamento, eu realmente não sei se esse insight irá mudar em alguma coisa na minha forma de agir em relação a isso, mas agora que tenho consciência disso, vou tentar me policiar mais.
  • Primeira tarefa: Postar pelo menos um parágrafo no meu blog todo dia às 18:00 da tarde por duas semanas!


à espera de um sentido.

Falando sobre pensamentos aleatórios, cansei dos meus pensamentos virem em palavras tão aleatórias quanto os próprios, então, de hoje em diante, me farei o mais direto o possível.
Ultimamente eu tenho esperado viver um futuro porque o meu presente está o mais parado o possível, tranquei faculdade e em quatro meses eu não cumpri muito. Qual é o meu papel na sociedade nesse momento? A maior parte do tempo eu passo angustiado por me sentir tão vazio. Me sinto tão vazio que busco preenchimento no álcool, na presença dos amigos, nas festas, leituras, seriados, mas quero mesmo um sentido maior! Um trabalho, uma função, um dever.

Tenho tentado me ocupar na medida do possível com um curso que fiz, com um plano de leitura que me dispus a cumprir mas nada disso me inspira utilidade. "Vamos sair! Mas não temos mais dinheiro, os meus amigos todos estão procurando emprego ou já empregados" e eu aqui. Esperando. Esperando pelo que? Uma nova vida que começa em alguns meses. Haha, e até lá? "Vamos viver, temos muito ainda por fazer! Não olhe pra trás, apenas começamos!"? Nesse caso eu comecei o que? A contagem regressiva pra um novo nascimento? Não! Pra espera de que algo vai mudar lá fora uma vez em que chegar ao meu destino. Acontece que eu não vejo a mudança dentro de mim e o que isso quer dizer? Que as coisas vão permanecer da mesma forma uma vez em que chegar no ponto em que desejo chegar? Espero que não.

Às vezes bate um arrependimento, uma dor em colocar minha mãe numa posição meio desconfortável para realizar algo que eu sempre quis. Gosto de pensar que uma vez em que cumprir minha meta um novo rumo virá! Que essa experiência irá me trazer algo concreto aqui. Mas e atá lá? O que devo fazer? Sugestões? Esqueçam o "sugestões?"! Eu tenho que descobrir por mim mesmo! E até lá, vou viver! Tenho muito ainda o que fazer!

segunda-feira, setembro 20, 2010

plato would understand me.

Eu estava hospedado em um hotel de frente ao mar num dia em que se misturava o cinza e o azul do oceano no céu. Havia passado a noite no hotel e me acordei com um escândalo sexual que ocorrera pela manhã. Envolvia o gerente do hotel e eu.

Saí do hotel como uma mulher às pressas tentando cobrir suas partes íntimas e ao mesmo tempo se vestir, o que foi fracassado, pois ao sair, me deparei com um grupo de pessoas que se encontravam à beira do mar para viajarem atrás do seu eu interior, pessoas muito variadas. Lá estava um homem, que era o líder, cuja força desafiava a ciência. Ele nos levaria até o habitat onde nossas verdades secretas estavam escondidas, colocando algemas douradas em seus pulsos e nadando na velocidade da luz.

Fomos em direção ao mar, que era lá onde nossa aventura começaria. Nadamos, e quando chegamos a um determinado ponto, todos deram as mãos, formando um círculo de proteção onde a água não nos afogaria. Passamos por vários barcos afundados, várias salas de jantar, cozinhas, locais onde reis e rainhas transitaram e vimos os mais lindos talheres e enfeites que podíamos ver. Era tudo muito pequeno e delicado, mas, além disso, havia alguns bibelôs que tinham um formato nada convencional, eram bibelôs no formato de pênis. Esforçava-me para levar algum, mas algo me dizia não, pois cairia do círculo e morreria afogado, logo eu dizia a todos que não queria levar nenhuma lembrança.

Chegamos a um local deserto do oceano, habitado apenas por corais e poucos peixes que ali procuravam algum vestígio de comida, mais para o lado do oriente. Estávamos submersos no fundo do oceano e tínhamos contato com nada além de nós mesmos. Era o que eu achei. Lá, no fundo do mar, há milhares de quilômetros abaixo do solo terrestre, se encontravam não somente eu e o grupo, mas o gerente do hotel que eu estava hospedado. Ele havia feito uma lista com todos os meus defeitos e mostrado não só pra mim, mas para quem quisesse escutá-los. Havia em torno de oito a dez defeitos, mas o que me lembro com mais nitidez, era que eu era interesseiro. Ele disse: “Você, Flávio, é todo bonzinho quando quer alguma coisa, mas depois que a consegue, fica frio e estranho!”. Eu entendia o que ele queria dizer, mas me revoltei rebatendo: “E qual é o problema em me esforçar ao dobro para conseguir algo que eu quero? Isso só deveria ser algo bom.” Houve uma longa pausa e ele sorriu. Como foi bom me defender de mim mesmo, embora eu não fosse ele, era como se ele fosse eu. Foi como dizer “Foda-se, Flávio crítico.” Mas como não pude dizer isso a mim mesmo, disse a ele o que foi tão bom quanto. Senti que uma parte de mim havia se encaixado com aquele defeito apresentado, não com o defeito em si, mas com a minha postura ao tentar ver uma qualidade em um defeito e, além disso, aceita-lo.

Depois de tanta clareza, fui dormir. Ao acordar, parecia que outros grupos haviam chegado ao lugar em que estávamos para se encontrarem também. Comunicamo-nos com duas mulheres à nossa frente e as convidamos para almoçar conosco. Trouxeram um prato típico do Afeganistão que era delicioso, mas antes de terminar de comer, a comida virou pedra e havia sido tomada de mim. “O almoço acabou” exclamava uma voz grossa e tempestuosa. Agradeci as duas pela comida e voltei a dormir. Tive um sono longo e renovador, mas tive que acordar com choros e luto, pois uma cantora que estava em nosso grupo, havia sido envenenada na outra noite. Chorei como um recém-nascido querendo o toque de sua mãe. Perguntei quem a tinha envenenado e disseram: “O cavalo. Que é você.” Fiquei então inconsolável até que me explicaram que a carne de cavalo que ela me pedira para passá-la, estava estragada. Fiquei menos mal, mas queria de todo jeito sair daquele lugar. Questionei-me o que aconteceria se eu acordasse, foi quando começou a entrar água dentro do círculo e não conseguia mais respirar. Em todo aquele tempo, eu imaginava estar ao ar livre, mesmo sabendo que estavam dentro do oceano, mas abrir os olhos daquela forma me fez ver que estávamos dentro de ostras marinhas e despertar daquela forma, havia a aberto. Mas ela havia batido então tivemos que nadar até outra. Nesse meio tempo, me forçaram a ler uma revista de colunas sociais para que a ostra pudesse se abrir e fechar novamente. Percebi então que ali era o mundo das ideias de Platão e toda aquela verdade me incomodava ao ponto de eu querer voltar para o mundo de mentira.

Amanheceu e eu podia ouvir minha mãe me chamar. O céu estava azul anil e podia me ver saindo do mar e voltando para o mundo imaginário ao som dela me chamando para almoçar.

sexta-feira, maio 28, 2010

Grief

Lexi: [narrating] Grief may be a thing we all have in common, but it looks different on everyone.
Mark: It isn't just death we have to grieve. It's life. It's loss. It's change.
Alex: And when we wonder why it has to suck so much sometimes, has to hurt so bad. The thing we gotta try to remember is that it can turn on a dime.
Izzie: That's how you stay alive. When it hurts so much you can't breathe, that's how you survive.
Derek: By remembering that one day, somehow, impossibly, you won't feel this way. It won't hurt this much.
Bailey: Grief comes in its own time for everyone, in its own way.
Owen: So the best we can do, the best anyone can do, is try for honesty.
Meredith: The really crappy thing, the very worst part of grief is that you can't control it.
Arizona: The best we can do is try to let ourselves feel it when it comes.
Callie: And let it go when we can.
Meredith: The very worst part is that the minute you think you're past it, it starts all over again.
Cristina: And always, every time, it takes your breath away.
Meredith: There are five stages of grief. They look different on all of us, but there are always five.
Alex: Denial.
Derek: Anger.
Bailey: Bargaining.
Lexie: Depression.
Richard: Acceptance.

quinta-feira, maio 20, 2010

walking in the city and in everywhere
and i just don't feel like i belong in anywhere,
meanwhile it feels like i'm running out of luck,
just stepped on poop and now i keep saying shoot.
damn you fucking bastard, i hate you fucking bastard
and now i'll end this song with a die, you are a jerk!

hááá, escrevi uma música!

quinta-feira, maio 13, 2010

after the post it

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É com um suspiro estranho que começo a me lembrar do que aconteceu há algumas semanas. Meus amigos todos dizem que não dá pra se esperar que as pessoas ajam da forma como esperamos que elas agissem, mas, é muito contraditório e arriscado pra eles mesmos afirmarem isso.
Por que um algo não correspondido me causou tanta incerteza até então? Hoje eu vejo que se não tivesse sido por um, teria sido por outro o que torna tudo quite, mas e aí? Sabe, acho que você tratar de assuntos tão sérios quanto os sentimentos das pessoas por post-it notes. Eu sei que não sou a melhor pessoa pra cobrar algum tipo de atitude das outras pessoas, acho que por isso minha revolta não é maior, por já ter feito pior. “O que vai, volta”, “lei do retorno”, o que queira chamar. Voltou e voltou matando, pois NUNCA imaginei que algo tão podre pudesse acontecer logo comigo que sempre achei ter tudo na palma da mão. Por um lado, a experiência de estar no outro lado foi interessante num aspecto de como tratar e ver as pessoas como seres humanos providos de emoções, ânsias, angustias e principalmente sentimentos.
Hoje também, vejo que eu dei o melhor que eu podia dar em tão pouco tempo e que isso tudo não é tão assustador e tosco como eu achava ser. Vejo também que ele sempre vai ser o cara do post-it pra mim e eu o cara ideal na teoria pra ele. No hard feelings. De verdade, não vou me extender dizendo que desejo que seja feliz e etc, o caralho, desejo isso pros meus amigos e pra minha mãe, na verdade, não desejo nada pra ele, desejo pra mim apenas, uma melhoria como pessoa, um melhor tato nas minhas relações, principalmente com as pessoas mais próximas.

                                                

quarta-feira, março 03, 2010

desde o início do semestre tenho pensado e estudado bastante sobre a convivência, que ela começa consigo mesmo e tudo, estudei também que devido à convivência começar em nós mesmos, é necessário que sejamos bons para nós mesmos, de que maneira? agindo de acordo com nossos instintos, com nossa vontade interior muitas vezes abafada pelo grito da moral, do que é certo para os outros. muitas vezes romper com o esperado é mais difícil do que o que se pensa, mas é assim que andamos pra frente e agimos de acordo com o que somos na essência.
mas o que acontece quando a nossa essência se torna repetidamente egoísta? machucamos as pessoas com frequência, pra ser sincero não sei nem se esse post é falando sobre mim mais, em algum aspecto ainda é, afinal me incomoda muito o que não gosto em mim, por isso escrevo pensando em outro o que vejo em mim mesmo.

às vezes queria ser como aquelas pessoas que vêem somente o que querem, criando assim uma barreira para protegê-las e não entrar em contato com a realidade dolorida, mas ao invés, de tanto imaginar quão defeituoso sou, desenvolvo falhas que acredito nem existirem para não me focar nas que realmente existem. oh crap. sinto como se não soubesse quem sou, quanto mais eu me conheço, mais percebo que mudo rápido demais ou nem isso, percebo que não me conhecia como achava ter conhecido.

embora conviver comigo mesmo tenha sido muuuuito melhor do que nunca, ainda há questões que precisam ser esclarecidas. sinto que a gabriela foi uma peça chave na minha formação pessoal, da infância à fase adulta. vez ou outra me pego pensando nela, em como ela deve ter sido triste e me culpo. outro dia sonhei que a reencontrava depois de... 10 anos, ela tinha ainda seu mesmo semblante infantil, doce mas ao mesmo tempo sofrido que nesse exato momento, ao recordar, meus olhos se enchem d'água. ela estava com seu cabelo, negro e cacheado, solto com apenas duas mexas presas. encontrava-se com sua mãe no setor clínico de brasília, onde minha mãe tinha seu consultório. eu chorava muito, soluçava até e pedia perdão, dizia que éramos crianças e eu não tinha noção do que era aquilo, que eu não fiz por mal e era quando a dúvida começava a brotar na minha mente: será que não era por mal?

tudo o que queria hoje em dia era que nada do que aconteceu na nossa infância tivesse acontecido. talvez, se nada disso tivesse acontecido, ela nunca teria sentido a necessidade de voltar a morar com sua família...

na verdade esse post realmente não é pra mim. gabi, eu queria te dizer que eu sinto muito, aonde você estiver, pelo irmão que eu não fui, pela família que te acolheu não em todas as partes, eu não sei se você vê as coisas dessa forma como eu imagino que você veja, mas se você vê-las, or favor me perdoe, eu ainda tenho um amor muito grande por você, queria mesmo que tudo tivesse sido diferente, que você tivesse ficado, que hoje você pudesse compartilhar comigo os seus medos, alegrias, tristezas e sonhos... mas infelizmente eu só posso querer. saiba que se eu pudesse voltar no tempo e refazer tudo, eu refaria. eu sinto tanta falta de escutar sandy e júnior com você, de rir das coisas bobas, jogar queimada na sala de televisão. queria que você soubesse também que eu nunca vou te esquecer, mesmo você nunca lendo isso e mesmo a gente nunca mais se vendo na vida, o que eu espero que o destino dê um jeito de nos encontrarmos numa situação boa e feliz pra que eu possa te falar tudo isso.