eu estava na casa da minha avó, um casebre cinza e grande com muitos cachorros de rua, pássaros e coelhos abandonados por conta de sua morte. soltos eram cinco cachorros famintos por comida. me dirigia aos fundos da casa dizendo: não está tudo bem, mas vai ficar tudo bem, com muito medo de ali encontrar o espírito da minha avó, uma pessoa que nunca tive um bom relacionamento. o medo de encontrá-la através de alguma aparição em busca de vingança, me fez dizer "me desculpa, vó", mas eu sabia que era tarde demais. andava mais um pouco e me deparava com mais 3 cachorros, um pavão e um coelho presos em uma gaiola, todos juntos. uma mulher ruiva, estranha aparecia e dizia que aqueles animais não eram violentos, mas não os tirava de lá por algum motivo, acho que era pra não se misturarem com os outros que estavam com fome e sujos. mas sua desculpa era que não haveria comida para todo mundo, o que de fato não havia, só quem tinha comida eram os animais da jaula, o resto ficou com um restinho de ração que havia dentro do saco.
sábado, outubro 17, 2009
segunda-feira, setembro 21, 2009
pra você, pai.
"there's a saltwater film on the jar of your ashes...
i threw them to sea but a gust blew them backwards and the sting in my eyes
that you then inflicted was par for the course just as when you were living.
it's no stretch to say you were not quite a father but a donor of seeds to a poor single mother that would raise us alone, we never saw the money that went down your throat
through the hole in your belly.
thirteen years old in the suburbs of denver
standing in line for thanksgiving dinner at the catholic church. the servers wore crosses
to shield from the sufferance plauging the others. styrofoam plates, cafateria tables charity reeks of cheap wine and pity
and i'm thinking of you. i do every year
when we count all our blessings
and wonder what we're doing here.
you're a disgrace to the concept of family
the priest won't divulge that fact in his homily and i'll stand up and scream
if the mourning remain quiet, you can deck out a lie in a suit but i won't buy it.
i won't join in the procession that's speaking their peace. using five dollar words while praising his integrity. and just cause he's gone it doesn't change the fact... he was a bastard in life thus a bastard in death."
styrofoam plates - death cab for cutie
quarta-feira, agosto 19, 2009
Há uns meses eu me via nos dias atuais sentindo-me satisfeito e realizado devido a coisas que aconteceram back then. Achava que eu agiria de maneira fria e sem compaixão. Acho que eu até queria agir de tal forma, devido à toda mágoa que eu tava sentindo. Mas neste exato momento eu me sinto compreensivo e até mesmo compassivo em relação ao próximo.
As coisas mudam mesmo. Talvez elas só mudem porque queremos. Porque nos movemos, em algumas situações, claro, nem tudo está ao nosso alcance. Mas palmas pra nossa capacidade de crescer, evoluir e perdoar. Palmas pra quem acredita ainda nas pessoas.
segunda-feira, maio 18, 2009
é, decidi sentir e fazer o que eu estiver sentindo. afinal, eu sou o único que sabe como está se sentindo. está sendo muito bom, toda essa experiência. de verdade, eu nunca achei que as pessoas pudessem ser da forma como têm se mostrado, foi necessário tudo isso acontecer pra que eu visse quem são. isso mostra que não importa o lugar, o clima, a temperatura, as pessoas, sempre haverão as mesmas decepções, o mesmo tipinho, mas em todo lugar haverá as pessoas que tão do seu lado por você de verdade e isso é confortante, poder ouvir um conselho que dê pra ser extraído. tenho sentido sensações adversas ultimamente, de sufoco e alívio. sufoco por ter visto que não aprendi nada com as decepções semelhantes, continuo acreditando nas pessoas e no melhor da vida, e alívio por ter descoberto que tudo foi mentira, nada do que eu achei que fosse real, era e isso me alivia porque não durou muito a farsa.
you wanna know why i look sad and lonely, you wanna know why i can barely talk, well, it's not your fault so let me say i'm sorry for making you the reason for my fall. i wish that i could be like i was before, i was riding high but now i'm feeling so low, i wish that you could make my world feel better and take away the hurt so i won't be so far gone.
sábado, maio 16, 2009
"i never ever thought that i could fall like that, never knew that i could hurt this bad"
uma vez, conversando com um amigo, ouvi que o universo conspira a seu favor. seriously? tenho notado que por mais que existam escolhas que podemos fazer para fazer bem a nós mesmos, isso não quer dizer que é o universo conspirando a nosso favor. eu quero colocar as minhas coisas pra fora com alguém, mas isso me torna alguém que eu não quero ser. e além do mais, ninguém sabe o que dizer, ninguém pode ajudar, o que claramente eu tenho que fazer sozinho.
de uns meses pra cá, tenho me tornado vulnerável, impaciente, angustiado. tem certas coisas que eu sei que posso fazer por mim, mas por algum motivo não recebo apoio. talvez o único apoio que eu precise é de mim mesmo. embora tudo isso faça sentido na minha cabeça, eu não consigo deixar de sentir que agir dessa forma é me descomprometer, fugir. minhas mãos estão amarradas e eu tô cego no meio de uma estrada deserta. como eu fui perder o rumo?
se tem duas lições que eu desejo aprender disso tudo, é a contar apenas comigo, pra sempre e a não acreditar mais.
quinta-feira, abril 30, 2009
segunda-feira, abril 13, 2009
qual é a nossa diferença na vida das pessoas? sempre me interesso em saber isso. é impressionante como palavras são lindas e na maioria das vezes, bem convincentes. mas é horrível nos decepcionarmos quando as ações não batem com as palavras. eu tenho que aprender a não acreditar tanto nas palavras, aprender a reconhecer as ações.
como com a alanis, as fitas ficam rodando na minha cabeça deixando o meu estado de espírito pra baixo.
eu odeio me sentir na obrigação de falar de tal maneira ou fazer tal piada, ou agir de um determinado jeito pra me encaixar. acho que de tanto fazer isso, perdi noção de quem eu sou, do que eu sou. quero me encontrar, mas é como se eu estivesse me escondendo de mim mesmo. pra onde eu fui parar? eu não tinha vida social e era tão feliz, e agora que tenho uma, eu fico obcecado com isso o tempo inteiro. em ter, no que fazer pra manter. meu, quem sou eu?
como é que eu fui arranjar uma cabeça tão fudida e cheia de 'problemas' quanto a minha? eu quero muito entender como o mundo funciona. como funciona a cabeça das pessoas.
ninguém merece.
como com a alanis, as fitas ficam rodando na minha cabeça deixando o meu estado de espírito pra baixo.
eu odeio me sentir na obrigação de falar de tal maneira ou fazer tal piada, ou agir de um determinado jeito pra me encaixar. acho que de tanto fazer isso, perdi noção de quem eu sou, do que eu sou. quero me encontrar, mas é como se eu estivesse me escondendo de mim mesmo. pra onde eu fui parar? eu não tinha vida social e era tão feliz, e agora que tenho uma, eu fico obcecado com isso o tempo inteiro. em ter, no que fazer pra manter. meu, quem sou eu?
como é que eu fui arranjar uma cabeça tão fudida e cheia de 'problemas' quanto a minha? eu quero muito entender como o mundo funciona. como funciona a cabeça das pessoas.
ninguém merece.
eu queria tanto sentir algo diferente. essa monotonia psicológica me inferniza. eu tenho tentado observar até que ponto a forma como sou, a pessoa que me tornei, me levaram. não sei direito aonde eu tô nesse momento, queria muito acordar amanhã no corpo de outra pessoa, na vida de outra pessoa. não é um momento depressivo esse, são apenas incertezas certas. eu sei que os meus problemas me acompanham aonde quer que eu vá, mas eu queria sair daqui. embora eu ame muito tudo que conquistei nessa cidade, acho que os meus sonhos não estão aqui, eu não me identifico com este lugar. é claro que tenho pessoas com quem me identifico, e me sinto muito mal em sentir tudo isso, mas é que aqui eu me sinto como só mais um. não só mais um, mas como um que pode ir. acho que é a idéia de que tudo passa, tudo acaba que me faz mal. eu queria um pouco mais de estabilidade na minha vida. queria mais certezas, mais respostas. eu também tô cansado de mim. acho que vou me guardar mais em casa. sinto como se às vezes eu meio que implorasse a companhia das pessoas e isso tá me enojando. como diria a elis regina "preciso aprender a ser só". e é engraçado pois há alguns meses atrás, eu estava conformado com a condição de ser sozinho, de não depender de amigos e ninguém mais e agora eu não consigo mais nem pensar nessa possibilidade. eu não quero ser tão aberto da forma como acho que sou. é como se todo mundo me conhecesse em 5 minutos de conversa. e pronto, em 5 minutos você viu tudo o que o flávio tem e é. não tem novidades, surpresas, porque ele é os 5 minutos iniciais.
quarta-feira, janeiro 21, 2009
É tanta coisa na cabeça, tantos sentimentos forçados a serem sentidos que o rapaz não consegue pensar em nada além de se conter ao máximo pras suas paredes não começarem a desmoronar e todo mundo vê-lo exposto e frágil.
Todos têm conceitos diferentes em relação a ele, alguns têm uma boa imagem, outros não, mas ele mesmo não sabe quem é. É como se ele tivesse sido apresentado a todas as pessoas que cercam a sua vida, mas à pessoa que na verdade vive sua vida, ele, o rapaz não fizesse idéia de quem fosse. Um estranho, desconhecido, um ser que ele vivesse à espera de encontrar, de conhecer mas nunca teve a chance.
Todas as áreas da sua vida são vãs, pois o que falta é nada além dele mesmo. Sua essência, parece água, incolor, inodor e sem sabor. Suas conquistas, nem tente o lembrar delas. Sem valor algum, pois ele procura mas não encontra o motivo pelo qual conquistou tantas coisas que embora pros outros pareçam muito, pra ele não passam de... conquistas.
Não entende como todos os dias do ano, todo mundo o vê dessa exata forma descrita, e hoje em excessão, ele é o centro das atenções. Só hoje. E daí que há 32 anos, zero dias, zero horas e zero segundos ele tenha nascido, quando dos 11685 dias vividos, apenas 32 vezes ele tenha se sentido especial? E por incrível que pareça, todos na mesma época do ano?
O problema tá nele ou nas pessoas ao seu redor ou em todos?
"you don't know me, you don't wear my chains...
i think i'll go to boston, i think i'll start a new life,
i think i'll start it over where no one knows my name!
i'll get out of california, i'm tired of the weather,
i think i'll get a lover and fly them out to spain.
i think i'll go to boston, i think that i'm just tired!
i think i need a new town to leave this all behind!
i think i need a sunrise, i'm tired of the sunset...
i hear it's nice in the summer, some snow would be nice"
i think i'll go to boston, i think i'll start a new life,
i think i'll start it over where no one knows my name!
i'll get out of california, i'm tired of the weather,
i think i'll get a lover and fly them out to spain.
i think i'll go to boston, i think that i'm just tired!
i think i need a new town to leave this all behind!
i think i need a sunrise, i'm tired of the sunset...
i hear it's nice in the summer, some snow would be nice"
terça-feira, dezembro 02, 2008
5 minutos
Como as coisas mudam de lugar! De um minuto pro outro, você se vê completamente cético e racional em relação a coisas que querendo ou não, estão distantes do seu alcance de compreensão. Posicionar-se em lugares diferentes, como é necessário para não nos acostumarmos com a zona de conforto em que nos encontramos e depois, quando mudarmos de posição, sentirmos completamente sem rumo, sem direção, na dúvida.
Nada na vida é certo, com exceção de que o certo é que tudo é incerto. Como eu costumo dizer isso. Acontece que eu to aprendendo a viver essa filosofia na íntegra agora, apenas, e na base de baques. Essa mania de querer fazer um Programa de Metas com amadurecimento definitivamente não funciona. Roma definitivamente não foi construída em um dia, assim como Brasília não cresceu 50 anos em 5, como planejado.
O incômodo de um ano atrás voltou. Justo agora, que eu me sentia inabalável, intocável. Agora que eu achava que nunca mais ia senti-lo de novo. Doce ilusão! Meu peito dispara. A angústia está torturando. Não vou descontar esse sentimento em carboidratos como costumava fazer e sim canalizar tudo, de outra maneira.
O destino parece que olha pra mim e diz: “Você ri e se sente imune, mas dá uma olhada no espelho e veja como os seus olhos brilham você quer rosas, beijos e alguém pra lhe dizer um monte de mentiras que aparentemente são lindas”.
Com certeza eu estou enfatizando uma dor que está na minha cabeça. Todos falam do amor de uma forma tão linda que por um momento eu tirei meus pés do chão, minha cabeça foi pras nuvens, mas eu preciso aterrissar e ver as coisas da formam que são.
Talvez, seja apenas o prazer da perseguição que me atrai como sempre me atraiu. A fome pelo fruto proibido. Isso é tudo o que eu conheço. Sei que tudo o que eu pensaria caso tivesse o que quero, é aonde eu podia estar enquanto estivesse em casa.
Está na hora de ir atrás do desconhecido. Alcançar as estrelas. Mas meus pés estão pregados no chão. Minha cabeça está tão pesada com pensamentos, com possibilidades, inseguranças e dúvidas, que não consigo sair do lugar. Finalmente entendo o que Renato Russo queria dizer quando dizia: “E você estava esperando voar, mas como chegar até as nuvens com os pés no chão?”.Hora de aprender a carregar a minha bagagem e seguir viagem, tendo na mala o que conquistei e espaço pra colocar o que na minha frente tem pra eu conquistar.
Nada na vida é certo, com exceção de que o certo é que tudo é incerto. Como eu costumo dizer isso. Acontece que eu to aprendendo a viver essa filosofia na íntegra agora, apenas, e na base de baques. Essa mania de querer fazer um Programa de Metas com amadurecimento definitivamente não funciona. Roma definitivamente não foi construída em um dia, assim como Brasília não cresceu 50 anos em 5, como planejado.
O incômodo de um ano atrás voltou. Justo agora, que eu me sentia inabalável, intocável. Agora que eu achava que nunca mais ia senti-lo de novo. Doce ilusão! Meu peito dispara. A angústia está torturando. Não vou descontar esse sentimento em carboidratos como costumava fazer e sim canalizar tudo, de outra maneira.
O destino parece que olha pra mim e diz: “Você ri e se sente imune, mas dá uma olhada no espelho e veja como os seus olhos brilham você quer rosas, beijos e alguém pra lhe dizer um monte de mentiras que aparentemente são lindas”.
Com certeza eu estou enfatizando uma dor que está na minha cabeça. Todos falam do amor de uma forma tão linda que por um momento eu tirei meus pés do chão, minha cabeça foi pras nuvens, mas eu preciso aterrissar e ver as coisas da formam que são.
Talvez, seja apenas o prazer da perseguição que me atrai como sempre me atraiu. A fome pelo fruto proibido. Isso é tudo o que eu conheço. Sei que tudo o que eu pensaria caso tivesse o que quero, é aonde eu podia estar enquanto estivesse em casa.
Está na hora de ir atrás do desconhecido. Alcançar as estrelas. Mas meus pés estão pregados no chão. Minha cabeça está tão pesada com pensamentos, com possibilidades, inseguranças e dúvidas, que não consigo sair do lugar. Finalmente entendo o que Renato Russo queria dizer quando dizia: “E você estava esperando voar, mas como chegar até as nuvens com os pés no chão?”.Hora de aprender a carregar a minha bagagem e seguir viagem, tendo na mala o que conquistei e espaço pra colocar o que na minha frente tem pra eu conquistar.
domingo, novembro 23, 2008
sábado, agosto 23, 2008
Infelizmente, eu não posso dizer que me conheces. Posso dizer que não dás a mínima. Esse lugar pra mim já deu, eu acho que prefiro um lugar direto, entendes? Não, acho que não entendes. Aqui é muito quente, e frio. Se fosse pra ficar nessa situação, preferia ter ficado ou voltar a ficar em um lugar frio e frio.
Engraçado como o teatro dos vampiros tá sendo personificado em mim agora. Voltei a viver como há 2 anos atrás e a cada hora que passa envelhoço umas dez semanas.
Talvez essas mudanças não estejam ocorrendo nesta cidade, mas dentro de mim mesmo. Eu observo tudo em silêncio e vejo coisas que ninguém parece ver, talvez até não queiram, como eu não queria há um tempo atrás.
O elo se partiu, o vinho virou vinagre, a festa acabou e não ficou ninguém, apenas os vestígios de uma festa. Alegre enquanto dura, cheia de egoísmo e interesses próprios.
Uma carne seca no deserto com um bando de urubus sobrevoando, prestes a atacarem.
thank god i have a dog.
Engraçado como o teatro dos vampiros tá sendo personificado em mim agora. Voltei a viver como há 2 anos atrás e a cada hora que passa envelhoço umas dez semanas.
Talvez essas mudanças não estejam ocorrendo nesta cidade, mas dentro de mim mesmo. Eu observo tudo em silêncio e vejo coisas que ninguém parece ver, talvez até não queiram, como eu não queria há um tempo atrás.
O elo se partiu, o vinho virou vinagre, a festa acabou e não ficou ninguém, apenas os vestígios de uma festa. Alegre enquanto dura, cheia de egoísmo e interesses próprios.
Uma carne seca no deserto com um bando de urubus sobrevoando, prestes a atacarem.
thank god i have a dog.
sexta-feira, agosto 22, 2008
"agora pego um caminhão
na lona vou a nocaute outra vez
pra sempre fui acorrentado
no seu calcanhar
Meus vinte anos de ¨boy¨
- that’s over baby - freud explica
não vou me sujar
fumando apenas um cigarro
nem vou lhe beijar
gastando assim o meu batom.
quanto ao pano dos confetes
já passou meu carnaval
e isso explica porque o sexo
é assunto popular.
no mais estou indo embora, baby..."
É muito engraçado como caminhos se separam, como relacionamentos têm, sim, prazo de validade. Eu acho que não tenho nem mais o que falar depois disso, acabei um post em poucas sentenças.
A indiferença também é algo muito engraçado, talvez ela tenha vindo com o tempo, com as respostas atravessadas, com as atitudes, mesmo que inconscientes, rudes. Nada do mundo é certo, o certo é que tudo é incerto, mas tudo no momento parece tão... indiferente. Acho que qualquer interesse é falso. Por mínimo que sejam os esforços de tentar manter algo que já não tá mais ali.
Pessoas mudam, voltando à redundância, tudo muda. Ingratidão, desconsideração, insensibilidade, desapego... Existem vários nomes pra representar uma única palavra, escolha o que te faz se sentir melhor.
Não há arrependimentos, ok, mentira. Existem alguns, o de não ter me expressado e o de ter ido com a correnteza, não ter feito a diferença. Mas pensando melhor, acho que isso não deveria ser considerado arrependimento, afinal de contas eu aprendi muito com tudo o que vivi.
Claramente, toda história tem dois lados, ou até mais, mas neste exato momento, eu não poderia ligar menos pra que lado você está. Acho que qualquer ressentimento que eu possa estar sentindo, é direcionado a mim mesmo, pela minha falta de determinação e perseverança nas coisas que eu desejei, na posição em que permiti me encontrar.
Eu espero um dia poder olhar pra trás e sentir, mesmo que uma gota apenas, o remorso que eu não tô sentindo agora. Enquanto esse dia não chega, boa sorte para nós todos.
"tire suas mãos de mim, eu não pertenço a você. não é me dominando assim que você vai me entender. eu posso estar sozinho, mas eu sei muito bem aonde estou, você pode até duvidar só que isso não é amor."
domingo, agosto 17, 2008
Hoje é o dia em que o silêncio me aproxima dos meus demônios. Como dizem, não adianta se esconder, porque eles vão te achar. Tenho me escondido, tentado despistá-los fazendo coisas que garotos da minha idade costumam fazer, mas não tem sido fáceis as noites de inclareza, incertezas e lamentações.
Vejo tudo o que se foi e o que está indo embora escorrendo entre os meus dedos, como água, e me dou conta de como gosto desse sofrimento todo. Viver em nostalgia e solidão, tem seu charme.
Eu me olho no espelho, mas prefiro evitar o confronto, então rapidamente desvio o olhar. Meu reflexo me causa incômodo, reflete tudo que não quero ser. Tantas coisas mudaram. Embora novo seja, me sinto velho e cansado na maior parte do tempo. Isso talvez explique as mudanças de humor.
Voltando aos demônios, é como se afundassem cada vez mais em mim mesmo. Quando tudo está bom, é quando tudo está pior e se não está, eu torno pior de alguma forma. É o maldito drama que é tão presente dentro de mim.
Paranóia. Virou parte da minha nova rotina passar longos períodos obsecado em relação a algo que não deu certo, não da forma como eu esperava.
domingo, junho 29, 2008
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